Que solteiro ainda não se cadastrou num site de encontros ou namoros em tempos de Internet? Com certeza uma boa parcela já, e uma parcela maior ainda dos divorciados, separados e viúvos de ambos os sexos. Os sites de relacionamento se tornaram uma válvula de escape para aqueles que se sentem solitários, querem encontrar alguém e estão preenchendo seu tempo navegando pela rede, embora alguns se cadastrem nesses sites e não se atrevem nem iniciar contatos por eles.
O que mais se vê de links no Facebook, são de sites de namoro que mostram lindas mulheres que afirmam estar a sua espera neles, oferecendo sua inscrição grátis para conhecê-las. O que não se informa é que para conhecê-las o buraco é mais abaixo. A estratégia destes sites é fazê-lo se cadastrar como convidado, e a partir do seu cadastramento ela muda, passam a querer pescá-lo como associado funcionando da seguinte maneira:
- Atraído para o site, e determinado o seu perfil nele, a busca deles é por pessoas compatíveis em seus perfis.
- Definidos os perfis compatíveis, eles disparam mensagens no e-mail do cadastrado com texto padrão onde afirmam que determinada pessoa está interessado em você, sendo que por vezes a suposta pessoa remetente nem está ciente do envio da mensagem.
- Fazê-lo se associar pagando uma taxa ou mensalidade porquê sua curiosidade o tentará, para que veja quem supostamente lhe enviou a mensagem, e o perfil remetente só é liberado para associados. Em alguns deles, até a própria mensagem só é exposta com essa condição, e se o cadastrado entra num site destes a procura de alguém, a probabilidade de se associar é grande.
- Depois de associado, você que se vire, pois ninguém mais lhe mandará mensagens automáticas, ninguém lhe responderá nada e você ficou com um baita nó para desfazer se quiser cancelar sua associação.
Algumas pessoas que se cadastram, tem o desejo de encontrar alguém, mas intenção mesmo, poucas têm. O receio das mulheres em conhecer os homens é grande devido a casos que aparecem nos noticiários e também porque na rede a grande maioria mente. Quanto aos homens, a maioria quer apenas um caso extra conjugal ou uma boa transa. Poucos querem um relacionamento sério como dizem em seus perfis. Vejam bem, eu escrevi "a maioria", pois claro que há exceções.
Para finalizar este post, quero apenas deixar claro que o que escrevi é com conhecimento de causa, pois há uns anos atrás eu me associei num deles muito conhecido e essa foi a experiência que tive. Ainda bem que só por um mês, sem dados de cartão ou conta de débito e desatei o nó facilmente. Hoje ainda tenho perfil em alguns que não entro mais e sempre vejo que tentam despertar minha curiosidade novamente através de e-mails, mas agora já estou vacinado. Aos que tentam, eu desejo boa sorte.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Aniversário do Neymar
Hoje o Neymar completa 21 anos e suas marcas já são impressionantes dentro e fora de campo. Um jovem que inovou no futebol, colocando a alegria nos pés, ultrapassando as paixões dos times e conquistando o torcedor dos adversários. Claro que há exceções e alguns não gostam do rapaz, o acham metido, abusado, etc, mas que ele nos trouxe novamente o estimulo pra ficar em frente a televisão e assistir uma bela partida de futebol alheio ao time de nossa paixão, isso ele trouxe. Quem não assiste um jogo de Neymar não gosta do bom futebol, e quem não se rende ao talento dele não sabe o que é uma pelota.Dizem que o jovem jogador é um "cai-cai", mas muito perna de pau simula tantas faltas como dizem que ele simula, e "vamos e venhamos", os zagueiros só param Neymar com falta, e isso não é papo de torcedor do Santos, é uma observação de um torcedor de outro time que assim como muitos, se rende ao talento dele e se tornou um grande admirador. Não vi Pelé jogar, tive o prazer de ver Ronaldo defender o meu time de coração e tenho a oportunidade de ver Neymar, quem sabe o último fenômeno a aparecer, nunca se sabe.
Parabéns Neymar, continue encantando torcedores santistas e adversários. Que você faça dez belos gols contra o meu time, mas que no final vençamos por 11 a 10.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Fiscalização de casas noturnas
Nesta última semana a fiscalização engrossou contra as casas noturnas por causa da tragédia em Santa Maria, e nós, frequentadores assíduos ou esporádicos de casas noturnas, devemos ficar atentos para que não passemos por uma experiência dessas, nem com nossos filhos, nem conosco mesmo.Não sou um assíduo frequentador da noite, mas esporadicamente frequento algumas dessas casas noturnas em aniversários que sou convidado, mais especificamente o Stones Music Bar, pois é o preferido por meus amigos e parentes para comemorar o evento, e eu, como sou um pouco atento (mas nem precisa ser muito), já constatei que lá, a mesma porta de entrada é a de saída. Querendo comprovar se eu estou certo, atentei para esta foto da fachada do local, e verifiquei que além desta, há somente uma porta frontal onde apresenta duas fechaduras quadruplas que provavelmente é uma entrada de serviço, e no estacionamento há uma porta que parece ser atrás do palco para entrada de músicos. A casa tem inúmeros seguranças, mas nunca vi nenhum bombeiro, tem uma decoração impecável, com o salão principal ao fundo da casa e uma linda área externa no trajeto até ele. Um lugar lindo, mas um verdadeiro alçapão. Se houver um acidente na área externa, não há saídas.
Nós sabemos que essa fiscalização acirrada é passageira e logo voltará tudo como antes, é só baixar a poeira e todo mundo fecha o olho de novo, portanto, cabe a nós ficarmos atentos à onde frequentamos e zelarmos por nossa segurança. Denuncie as casas noturnas agora que são o alvo dos governos, pois assim os proprietários preocupados em angariar clientes pela beleza do estabelecimento, comecem a zelar pela segurança deles. Se algum frequentador do Stones souber algo que este que vos escreve não constatou, como por exemplo, onde ficam as saídas de emergência, estarei pronto para reparar minha constatação.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Mudanças na Lei Seca
Agora a tolerância é ZERO, e não é mais zero virgula cinco. Até o enxaguante bucal e os bombons de licores estão proibidos, pois qualquer sinal de álcool o bicho vai pegar. Para quem ainda não sabe, aquele papinho de só uma bicadinha na cerveja do amigo, não pode mais. Aquele cálice de vinho antes de dormir para ajudar nas artérias, já era, pois se precisar sair com o carro numa emergência, ferrou!
O incrível disso tudo é que o governo aperta o cidadão no que se refere a restrição, mas deixa correr solta na televisão, todo tipo de propaganda de cerveja, sejam com mulheres bonitas, lugares paradisíacos, etc. Então pergunto, como proibir o ato e permitir a tentação? Que a Lei Seca proíba as propagandas de cerveja então, pois são chatas, sem graça e sem criatividade nenhuma. A única coisa que fazem é mandar para nossos cérebros, mensagens subliminares que fazem alguns cidadãos, principalmente os jovens, acreditarem que com um copo de cerveja na mão, serão os bam-bam-bans.
Eu duvido que a partir desta nova medida, os bares terão suas mesas com menos garrafas de cerveja sobrepostas como troféus, que os baldes de alumínio das baladas venham com garrafas de água envoltas no gelo para serem misturadas aos energéticos. O consumidor de álcool não vai deixar de colocar uns míseros MLs no sangue, e não são estes que fazem um cidadão criminoso para serem tratados como tal. O que se deve é acabar com a impunidade do cidadão altamente alcoolizado, e talvez isso sim, coloque receio nas pessoas. O "playboizinho" que anda na noite com carro de centenas de milhares de dólares, não liga pra uma multa de dois mil reais, não liga se vai preso porque seu advogado o tirará da cadeia depois de algumas horas, mas são estes que tem sido causadores das tragédias com carros importados em alta velocidade pelas ruas e avenidas. Como sempre, o cidadão do povo é quem está pagando o pato.
Sou a favor da lei seca sim, mas contra os abusos. Não poderei nem tomar mais o meu meio copo de cerveja com minha mãe pra molhar a goela. É como comparar um ladrão de galinhas com um político corrupto que rouba os cofres públicos. O ladrão de galinhas fica preso enquanto o político sai por Habeas Corpus.
O incrível disso tudo é que o governo aperta o cidadão no que se refere a restrição, mas deixa correr solta na televisão, todo tipo de propaganda de cerveja, sejam com mulheres bonitas, lugares paradisíacos, etc. Então pergunto, como proibir o ato e permitir a tentação? Que a Lei Seca proíba as propagandas de cerveja então, pois são chatas, sem graça e sem criatividade nenhuma. A única coisa que fazem é mandar para nossos cérebros, mensagens subliminares que fazem alguns cidadãos, principalmente os jovens, acreditarem que com um copo de cerveja na mão, serão os bam-bam-bans.
Eu duvido que a partir desta nova medida, os bares terão suas mesas com menos garrafas de cerveja sobrepostas como troféus, que os baldes de alumínio das baladas venham com garrafas de água envoltas no gelo para serem misturadas aos energéticos. O consumidor de álcool não vai deixar de colocar uns míseros MLs no sangue, e não são estes que fazem um cidadão criminoso para serem tratados como tal. O que se deve é acabar com a impunidade do cidadão altamente alcoolizado, e talvez isso sim, coloque receio nas pessoas. O "playboizinho" que anda na noite com carro de centenas de milhares de dólares, não liga pra uma multa de dois mil reais, não liga se vai preso porque seu advogado o tirará da cadeia depois de algumas horas, mas são estes que tem sido causadores das tragédias com carros importados em alta velocidade pelas ruas e avenidas. Como sempre, o cidadão do povo é quem está pagando o pato.
Sou a favor da lei seca sim, mas contra os abusos. Não poderei nem tomar mais o meu meio copo de cerveja com minha mãe pra molhar a goela. É como comparar um ladrão de galinhas com um político corrupto que rouba os cofres públicos. O ladrão de galinhas fica preso enquanto o político sai por Habeas Corpus.
Casas noturnas fechadas
Comunicado iguais ao da foto acima, surgiram em diversas casas noturnas desde segunda-feira pós tragédia de Santa Maria no Rio Grande do Sul. Em várias reportagens nos jornais de hoje, o que se alegava é que os proprietários das casas noturnas estariam de portas fechadas durante esta semana em solidariedade aos mortos na Boate Kiss. Uma Ova! Estão de portas fechadas porque as três esferas de governo vão fungar no cangote deles, e por isso, estão fechados para se adequarem antes de serem enquadrados.
A grande maioria das casas noturnas de todos os pontos do Brasil, não estão de acordo com normas de segurança que agora serão cobradas a ferro e fogo, pelo menos enquanto não baixar a poeira, e por isso os proprietários estão com suas portas fechadas. Diversas tragédias já aconteceram em outros locais e ninguém cobrava providências nas casas noturnas, e não seria a tragédia de Santa Maria que faria os gananciosos senhores da noite deixarem de visualizar os lucros pela segurança, assim como agora a fiscalização vai ser eficiente e certamente vai pausar um pouco aquele "da um jeitinho" com agrados financeiros.
Estes mesmos proprietários gastam rios de dinheiro com decoração de ambientes e seguranças trogloditas para evitarem brigas e prejuízos, mas nunca se vê bombeiros e sinalização dentro destas casas. As saídas são afuniladas para que se evite fuga de frequentadores sem o pagamento da comanda, e com isso as saídas de emergência são ignoradas. Agora eles vem falar de solidariedade. Uma ova!
A grande maioria das casas noturnas de todos os pontos do Brasil, não estão de acordo com normas de segurança que agora serão cobradas a ferro e fogo, pelo menos enquanto não baixar a poeira, e por isso os proprietários estão com suas portas fechadas. Diversas tragédias já aconteceram em outros locais e ninguém cobrava providências nas casas noturnas, e não seria a tragédia de Santa Maria que faria os gananciosos senhores da noite deixarem de visualizar os lucros pela segurança, assim como agora a fiscalização vai ser eficiente e certamente vai pausar um pouco aquele "da um jeitinho" com agrados financeiros.
Estes mesmos proprietários gastam rios de dinheiro com decoração de ambientes e seguranças trogloditas para evitarem brigas e prejuízos, mas nunca se vê bombeiros e sinalização dentro destas casas. As saídas são afuniladas para que se evite fuga de frequentadores sem o pagamento da comanda, e com isso as saídas de emergência são ignoradas. Agora eles vem falar de solidariedade. Uma ova!
domingo, 27 de janeiro de 2013
Como diz o ditado
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Depois que as vacas fogem é que arrumam o trinco da porteira. Esse ditado vale para muitas das tragédias que ocorrem em lugares públicos como a boate Kiss de Santa Maria e muitos outros, ou seja, depois delas é que se constatam irregularidades como falta de alvarás, não conformidade com normas de segurança, etc.
Quantas tragédias serão necessárias para que haja rigor na fiscalização de estabelecimentos públicos com grande capacidade? Ou será que a corrupção é que impera e a fiscalização fecha os olhos para as irregularidades? Isso também deve ser averiguado, e em todo lugar.
Quanto ao fato de Santa Maria, para terem morrido tanta gente, é de se pensar se havia saídas de emergência suficientes e se estavam em situação regular. Todos que frequentam casas noturnas sabem que nestes locais as únicas portas são as de entrada e saída, sendo que em alguns locais são a mesma, e as portas de emergência que devem existir, e desbloqueadas, pois devido a acústica, não há janelas, e toda ventilação vem de aparelhos de ar condicionado. Se as saídas de emergência estiverem irregulares, toda multidão é afunilada em caso de pânico, ocasionando mortes também por pisoteamento. Já se teve conhecimento de seguranças bloquearem pessoas pela porta principal para que não saíssem sem o pagamento do evento numa outra situação trágica que no momento não me recordo qual. Inadmissível!
Esperamos que as investigações não constatem irregularidades na casa noturna Kiss e que embora trágico, o acidente não tenha sido causado por irresponsabilidade de seus proprietários e consequente corrupção de fiscais. Já temos vários exemplos de mortes causadas por este motivo em outras tragédias e a impunidade se fez presente, portanto, que esse fato ocorrido em Santa Maria não desperte mais esse receio em nós, quando deixarmos que nossos filhos saiam para se divertir. Já temos muitos outros motivos para nos preocupar, e pensar que eles não estão seguros nestes locais onde deveriam ter o mínimo de segurança, só se os mantermos debaixo de nossas asas.
Luto nacional por Santa Maria
Hoje o Brasil lamenta os mortos na tragédia que ocorreu na cidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul, onde num incêndio numa casa noturna, mais de 230 pessoas morreram asfixiadas ou carbonizadas por volta das 2:30 deste domingo. Essa triste notícia fora divulgada nos principais jornais e plantões eram dados pelas emissoras a respeito da tragédia. O Brasil se solidariza com as famílias, e esperamos que as autoridades investiguem o que ocasionou o incêndio, desde alvarás de funcionamentos e responsabilidades.Pois bem, o Brasil todo lamenta o trágico incêndio informado por telejornais e programas dominicais, mas o motivo deste texto é para discutir até quando a notícia é informação e a partir de que momento é busca pela audiência. Todos sabemos que tragédias e ocorrências policiais que envolvem mortos dá audiência aos programas que exploram a desgraça alheia, desde enchentes, incêndios, chacinas, acidentes com mortes, etc. Principalmente estes dois da foto que nem vou citar os nomes.
Até que ponto estes dois apresentadores se solidarizam com as famílias? Será que os pontos no Ibope valem mais do que a dor? É impressionante como estes dois pobres programas exploram a tragédia durante toda sua duração na grade, chegando a ser lastimável. Claro que a informação é necessária, mas é desnecessário num momento de perda trágica de uma pessoa, que os repórteres destes programinhas invadam a dor de parentes para uma entrevista exclusiva que aumente a audiência. Isso enfatizado através de gerador de caracteres e repetições de quem os apresenta. Penso que a partir da informação dada, já passa a ser exploração da dor alheia em busca da audiência, haja vista que em acidentes onde não há tragédias, as reportagens sempre são mais curtas, resumindo apenas a informação do fato.
Casos assim já foram explorados em filmes, onde em nome da audiência, repórteres buscam informações desnecessárias e alheias ao evento só para terem mais assunto em prol da exploração da tragédia. Jornalismo não é isso. A notícia não deve sobrepor a dor. Pena que existem pessoas que apreciam este tipo de programa e em nome da audiência tragédias geram menos solidariedade e mais pontos no Ibope.
Nossos pêsames às famílias que perderam parentes e amigos nesta trágica madrugada de domingo.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Compulsória, uma atitude correta
O governo estadual de SP ampliou ontem o programa de recuperação de dependentes químicos, iniciando a internação compulsória, e por incrível que pareça, algumas ONG's e também pessoas estão fazendo campanhas na internet recriminando esta nova medida. O que muita gente não sabe, e que foi muito bem dito numa entrevista por um ex-dependente totalmente recuperado, é que a maioria destes doentes se tornaram novamente pessoas que assim como uma criança, não podem tomar atitudes por si próprias, tamanha a devastação da droga em suas mentes, portanto, em muitos casos a internação não será por vontade própria, e segundo ele, essa foi sua salvação.
Só quem já teve um dependente químico na família sabe o que é constatar a mudança de comportamento e física do viciado. Parece até, que tais campanhas só podem estar partindo de traficantes, já que são os únicos que lucram com esse mal que assola a sociedade. Ninguém quer ver na sua porta, um grupo de viciados em crack, mas criticam a iniciativa do governo em remove-los e tentar recupera-los. Nem todos serão, e alguns certamente voltarão para essa vida maldita, mas não tomar nenhuma atitude estava sendo um erro. Uma frase representa isso: "Para que o mal prevaleça, basta que os bons não façam nada". E agora estão fazendo.
Claro que a guerra não será vencida, e as batalhas só serão, se forem atacados os inimigos e medicados os feridos. Ao invés de fazerem campanhas contra a internação compulsória, as pessoas devem compartilhar a informação e torcerem para que ao menos uma parcela destes doentes da droga sejam recuperados. São bons filhos que deixaram de se-los e bons pais que se perderam, enfim, pessoas que por uma pequena falha ou por um grande erro, experimentaram e se tornaram dependentes. São pais que começam a ver uma pequena chama de esperança, são filhos que podem começar a torcer por seus pais.
Todos que necessitam ou necessitaram, sabem que o custo de um tratamento numa clínica é uma utopia, e que uma mínima parcela das famílias vítimas das drogas podem custear, portanto, se o governo está arregaçando as mangas para auxiliá-los, não vamos fazer campanhas contra. Se não ajudam, por favor, não atrapalhem.
Só quem já teve um dependente químico na família sabe o que é constatar a mudança de comportamento e física do viciado. Parece até, que tais campanhas só podem estar partindo de traficantes, já que são os únicos que lucram com esse mal que assola a sociedade. Ninguém quer ver na sua porta, um grupo de viciados em crack, mas criticam a iniciativa do governo em remove-los e tentar recupera-los. Nem todos serão, e alguns certamente voltarão para essa vida maldita, mas não tomar nenhuma atitude estava sendo um erro. Uma frase representa isso: "Para que o mal prevaleça, basta que os bons não façam nada". E agora estão fazendo.
Claro que a guerra não será vencida, e as batalhas só serão, se forem atacados os inimigos e medicados os feridos. Ao invés de fazerem campanhas contra a internação compulsória, as pessoas devem compartilhar a informação e torcerem para que ao menos uma parcela destes doentes da droga sejam recuperados. São bons filhos que deixaram de se-los e bons pais que se perderam, enfim, pessoas que por uma pequena falha ou por um grande erro, experimentaram e se tornaram dependentes. São pais que começam a ver uma pequena chama de esperança, são filhos que podem começar a torcer por seus pais.
Todos que necessitam ou necessitaram, sabem que o custo de um tratamento numa clínica é uma utopia, e que uma mínima parcela das famílias vítimas das drogas podem custear, portanto, se o governo está arregaçando as mangas para auxiliá-los, não vamos fazer campanhas contra. Se não ajudam, por favor, não atrapalhem.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Só por sinal de fumaça
As operadoras de celular de São Paulo lideram o ranking de reclamações no PROCON. A notícia veiculada hoje em todos os jornais não é novidade nenhuma para nós, usuários de uma linha de qualquer operadora, seja Tim, Vivo, Claro, Oi e até mesmo a Nextel. Uma deficiência acobertada pelo governo federal e camuflada por comerciais frequentes em todos os canais de TV, com celebridades oferecendo facilidades.
Somos um país em desenvolvimento onde empresas de diversos segmentos se estabeleceram, incluindo-se as operadoras de celulares, Seja de origem estrangeira como a Vivo (antiga Telefônica, com matriz na Espanha), a TIM (subsidiária de uma empresa italiana), a americana Nextel ou as nacionais Oi e Claro. Não importa como surgiram, mas sim, que todas tem problemas. As operadoras gastam fortunas com propagandas e não correspondem com investimentos. Vendem milhões de linhas por ano e não implantam antenas que possibilitem uma comunicação satisfatória, haja vista que em muitos lugares, sinal, só se for de fumaça.
A partir deste ano, receberemos eventos mundiais como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e a próxima Olimpíada. Serão milhões de turistas, milhares de profissionais de mídia, centenas de canais de televisão e a atenção do mundo. Imaginemos o caos da nossa telecomunicação com o acréscimo de tudo isso. Serão brasileiros não conseguindo falar com suas cidades, com seus estados e estrangeiros com seus países. Profissionais de primeiro mundo com limitações de segundo. E nada está sendo cobrado. As empresas não cumprem as metas estabelecidas para a concessão, e o governo não faz nada. As empresas pedem ampliação da possibilidade de número de linhas, e o governo libera tudo. Tudo muito estranho.
Somos um país em desenvolvimento onde empresas de diversos segmentos se estabeleceram, incluindo-se as operadoras de celulares, Seja de origem estrangeira como a Vivo (antiga Telefônica, com matriz na Espanha), a TIM (subsidiária de uma empresa italiana), a americana Nextel ou as nacionais Oi e Claro. Não importa como surgiram, mas sim, que todas tem problemas. As operadoras gastam fortunas com propagandas e não correspondem com investimentos. Vendem milhões de linhas por ano e não implantam antenas que possibilitem uma comunicação satisfatória, haja vista que em muitos lugares, sinal, só se for de fumaça.
A partir deste ano, receberemos eventos mundiais como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e a próxima Olimpíada. Serão milhões de turistas, milhares de profissionais de mídia, centenas de canais de televisão e a atenção do mundo. Imaginemos o caos da nossa telecomunicação com o acréscimo de tudo isso. Serão brasileiros não conseguindo falar com suas cidades, com seus estados e estrangeiros com seus países. Profissionais de primeiro mundo com limitações de segundo. E nada está sendo cobrado. As empresas não cumprem as metas estabelecidas para a concessão, e o governo não faz nada. As empresas pedem ampliação da possibilidade de número de linhas, e o governo libera tudo. Tudo muito estranho.
Crack, é possível vencer

Parece que agora o governo se deu conta que vale mais a pena recuperar um dependente químico do que vê-lo se tornar um provável marginal e ter que custeá-lo nos presídios que já estão superlotados. Temos visto com frequência na TV, ações de assistência aos dependentes que por vontade própria queiram se recuperar e deixar as drogas, e agora, parece que haverá ações de internação involuntária também. Pra quem não sabe, internação involuntária é aquela em que o dependente recusa e resiste ao tratamento e é internado "à força", sendo que em alguns casos até sob aplicação de sedativos.
É entristecedor ver nas ruas, jovens que foram destruídos pelas drogas, e cada vez mais cedo. São meninos e meninas que poderiam ter um futuro pela frente e acabam não vivendo nem seu presente. São encontrados em qualquer esquina movimentada, a céu aberto, acendendo seus cachimbos, ajeitando suas "fileirinhas" ou tragando seus baseados. Olhos vidrados, esqueléticos, fazendo qualquer coisa por alguns trocados que lhes renda uma pequena pedra, uma pequena porção de pó ou ainda um quinhão de erva. Uma tristeza incomensurável.
Se nossos governos gastassem na recuperação de dependentes, pelo menos uma parte do que gasta com a manutenção de marginais engaiolados, talvez pudéssemos ver nossas ruas um pouco menos tristes no que se refere a esse problema. Algumas pessoas passam desatentas e não ligam para aquilo que vêm, pois é um problema alheio, mas quando se sente esse problema tão perto de nós, quando perdemos um ente querido para os traficantes, passamos a olhar com outros olhos e imaginamos quanto futuro teria aquele jovem que limpa seu vidro com o "rodinho", caso ele não tivesse sido desgraçado pelas drogas. Talvez ele pudesse se tornar um médico, um engenheiro ou um empresário, mas naquela condição, certamente se tornará só um número na estatística de jovens destruídos por traficantes.
Tráfico é um crime hediondo, e não poderia ser diferente. Benditos os policiais que se dedicam a diminuir o tráfico e não se vendem aos traficantes, pois eles não sabem o quanto são heróis para nós que somos pais. Assim como os bombeiros salvam vidas, tirar uma parcela de drogas das ruas também salva. Uma guerra árdua e sem prazo pra acabar, mas que a cada dia surja um novo policial descente afim de continuar essa luta e que eles saibam que mesmo não vencendo a guerra, já lhes somos imensamente gratos por vencerem algumas batalhas.
A prevenção é o maior aliado para que nossos jovens não se percam nas drogas, portanto, qualquer diálogo será de suma importância, mesmo que em alguns casos ele não evite. Se for inevitável, a prevenção deve partir da ajuda como agora o governo começa a dar, prevenindo que um doente dependente se torne um marginal, e que esse marginal faça outras vítimas, e assim por diante.
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