segunda-feira, 26 de março de 2012

Adversário ou inimigo mortal?

Saudosa a época em que torcedores adversários torciam por seus times lado a lado com um clima de rivalidade muito diferente da que presenciamos hoje nos torcedores de torcidas organizadas que passaram a ver um torcedor adversário como um inimigo mortal a ser abatido. E o triste de tudo é ver que as torcidas organizadas estão passando esta rivalidade aos torcedores comuns que hoje se dirigem à um torcedor de outro time com aspereza nas palavras ao ponto de se tornarem agressivos à honra.

Hoje em dia se tornou perigoso defender a preferência por um time, já que deixou de ser uma brincadeira sadia e tornou uma disputa moral defendida com unhas e dentes. Até parece que os times se tornaram causas a serem defendidas como guerras a serem vencidas, e hoje um torcedor está sujeito a ser agredido na rua ou no mínimo ofendido por um torcedor adversário tão próximo como um amigo, mas que esteja fervorosamente envolvido com a rivalidade.

Algumas pessoas, além de torcerem por seus times, passaram a torcer com tamanho furor contra o time rival em disputas alheias, o que demonstra um triste fato não vivido em épocas passadas quando os torcedores só se incomodavam com a sorte e revés do time que torciam. Acredito que as novas gerações estejam assimilando mais a rivalidade das arquibancadas do que a disputada no campo, haja vista que um jogador de futebol defende sua equipe dentro de campo com o suor e sangue, mas fora dele a rivalidade deixa de existir e o seres humanos passam a vestir camisas iguais.

Eu como corintiano, me entristeço ao ouvir de torcedores adversários o "anti-corintianismo" nas palavras como se o Corinthians fosse algo que causasse fúria, sendo que não passa de uma instituição esportiva que assim como as outras aflora a paixão das pessoas à um time, mas que por algum motivo une todos os outros adversários a torcerem juntos pela derrota de um só.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O criador e sua criatura

As igrejas faraônicas estão em guerra e escancarando as sacanagens de seus fundadores. Estamos vendo durante esta semana, uma verdadeira batalha entre o criador e sua criatura, o mestre e seu discípulo, entre Edir e Valdemiro. É o sujo falando do mal lavado, pois é de conhecimento público que o da Mundial é fruto da Universal, e que tudo que ele pratica numa hoje, aprendeu durante o período que era da outra.

A Rede Record, que pertence ao Edir, está noticiando em seus telejornais, alguns fatos que mostram o que eu tenho escrito várias vezes aqui neste blog, que é o estelionato da fé, ou seja, pastores se aproveitando da crença alheia para enriquecimento próprio, com a maior cara de pau, sem intervenção do poder público e com a defesa de seus fiéis que contestam acirradamente qualquer palavra que manche a imagem dos fundadores de suas igrejas.

Não irei mais prolongar esse assunto, pois para os evangélicos, somos todos contra eles, portanto, não adianta dizer ao marido que ele está sendo chifrado se ele gosta de ser corno. Os fatos noticiados agora não estão mostrados pela Globo, por católicos ou por macumbeiros. Os fatos estão sendo mostrados por quem conhece os artifícios e atalhos do estelionato da fé, e assim não há o que contestar.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Nosso retrovisor na mira deles

Quem dirige nos centros urbanos das maiores cidades do país devem passar pelo mesmo desafio que nós paulistanos, ou seja, conviver com a tribo de motoboys em suas motos esguias e inalcançáveis. Olhar pelo retrovisor do carro é uma obrigação de todo motorista, mas dirigindo pelas grandes avenidas é questão de mantê-lo grudado ao carro, e qualquer desatenção pode ser motivo para um destes loucos motoqueiros arrancá-lo com um chute caso se sinta fechado quando um motorista muda de faixa sem respeitar a buzininha disparada algumas dezenas de metros atrás.

Feito isso, lá vai seu retrovisor para o espaço, e quanto ao motoqueiro, alcance-o quem puder, fugindo pelos corredores entre os carros, só nos resta arcar com o prejuízo e ficar atento ao espelho, ciente que nele surgirá um adversário sobre duas rodas propenso a te chutar e correr, mas claro que não podemos generalizar.

terça-feira, 6 de março de 2012

Pra multar eles são eficientes

Transcrevo neste tópico um texto escrito por um caminhoneiro e postado no Facebook. Não corrigi a pontuação e tampouco os erros de português para que seja mantida a originalidade do desabafo:

TEM QUE PARAR TUDO .APROVEITAR A PARADA DOS COMBUSTIVEIS ,E PARAR O FORNECIMENTO DE ALIMENTOS E OUTROS DERIVADOS DO TRANSPORTES .PARA O KASSABE SENTIR NA PELE O QUANTO O CAMINHONEIRO E IMPORTANTE PARA SAO PAULO .PORQUE NAO PARA OS CARROS NAS MARGINAIS OS CARROS TB FAZ TRANSITO AI NOS VEREMOS O QUAL E MAIS IMPORTANTE PA...RA SAO PAULO OS CARROS OU OS CAMINHOES , AI VC VAI TRANSPORTA A SUA GASOLINA . FRUTAS, SEUS ALIMENTOS NAS COSTAS , O BRASIL SEM CAMINHAO ELE PARA, VC JA PAROU PARA PENSAR , QUE O CAMINHONEIRO VIAJA A NOITE INTEIRA PARA CHEGAR ASAO PAULO E FICAR ESPERANDO O HORARIO .PENSE.

Segue abaixo uma transcrição de um e-mail que enviei para a CET:

Vocês se autointitulam Companhia de Engenharia de Trafego, mas ao meu ver, engenheiros servem para encontrar soluções, e se há uma coisa que vocês não encontram são soluções, pois cada lei implantada é um tiro n'água e no pé, e a última "bad idea" foi a restrição dos caminhões pela cidade durante os horários de pico. Atitude para desagradar a minoria (caminhoneiros) e agradar a maioria dos eleitores em ano de eleição para prefeito.

O texto do caminhoneiro (que é meu irmão), menciona o fato de que os caminhões transportam nossa comida, nosso combustível, nossas riquezas e todo o restante. E vocês da CET, se esqueceram disso? Se atentaram que assim como um cidadão que compra outro veículo para fugir do rodízio, as indústrias se utilizarão de transportes menores, mas em maior número para continuar fazendo o que fazem hoje? O problema das marginais não são especifícamente os caminhões, são sim, os caminhões em mau estado que vocês não tem a capacidade de fiscalizar.As TV's passam flagrantes, mas vocês não os vêem, e eles continuam circulando pelas ruas, pelas marginais, e quebrando.

A prefeitura devia proibir a entrada na cidade para os carros que circulam apenas com o motorista. O rodízio não adianta, pois o cidadão enfrenta 60 meses de financiamento, mas não deixa de andar de carro por um dia sequer. Que se apoie a carona, e se não adiantar, que se obrigue. O brasileiro não age de boa vontade, tem que doer no bolso dele. Constatamos isso com o cinto de segurança e mais recentemente com a lei antifumo. Há 30 anos atrás eu trabalhava na Avenida Paulista e ia trabalhar de carro, mais precisamente de carona com outros 3 colegas de trabalho. Íamos em 5 pessoas, num carro, pela já congestionada Radial Leste, onde há tempos atrás foi implantada a faixa solidária, que mais tarde foi mudada para faixa reversível porquê de solidariedade não se via nada, e mais uma "bad idea" da CET não deu certo.

Se implantam ciclovias, ótimo! Por que não se implantam motovias pra tirar os motoqueiros do meio dos carros? Se vocês alegam que os caminhões estão sendo tirados da marginal porque um caminhão quebrado a congestiona por quilometros. Eu que circulo pela cidade, vejo que os motoqueiros causam muito mais congestionamentos que os caminhões. Mesmo favorecendo um transporte individualista, seria ótimo para os veículos, e aliás, se um motoqueiro transporta apenas uma pessoa, 90% dos carros fazem o mesmo pela cidade.

Detesto pegar a marginal com seus caminhões, mas na radial não circulam caminhões e detesto trafegar por ela por causa dos carros, em 90% sem caronas. A culpa não é do Kassab, a não ser pelo objetivo eleitoral. É da CET, que se diz engenharia de trânsito, mas a única engenharia que funciona é a de multa ao usar a matemática, e mais precisamente a multiplicação, sejam de radares, multas e soluções idiotas. A Copa do mundo bate em nossa porta, e que soluções vocês já estão pensando em implantar?

domingo, 4 de março de 2012

A melodia das trilhas sonoras

A melodia das trilhas sonoras de alguns filmes como Avatar, Gladiador, Coração Valente e outras dezenas ou centenas de filmes, têm a magia do som das cordas de violinos, violoncelos e contrabaixos, o som da percussão de xilofones, vibrafones, timbales, triângulos e pratos, ou ainda o som de sopros de tubas, trompas, trompetes, trombones, flautas, flautins, clarinetes, oboés e saxofones, e essa magia instrumental é capaz de salvar um filme mal produzido, um roteiro ruim e principalmente arrancar lágrimas de quem está assistindo

Hoje em dia, o cinema, que se utiliza muito mais de efeitos digitais do que nos tempos de outrora, tenta encantar o espectador com recursos que tornam um filme apenas uma ilusão de ótica, pois os cenários que antigamente eram produzidos artesanalmente, são na maioria deles hoje, produzidos por softwares de computadores, e aqueles personagens que vemos se atirando de penhascos ou enfrentando feras, estão na verdade dentro de estúdios completamente seguros e os acréscimos digitais os tornarão esses falsos heróis que vemos.

Quanto às trilhas sonoras... Tentemos fechar os olhos diante de algumas cenas e nos deixemos envolver pela melodia delas. Algumas melodias causam um deleite que nem a falsidade das cenas de ação conseguem atrapalhar. Infelizmente, em muitos casos, a magia da trilha sonora produzida por essa união de instrumentos nas orquestras, passa desapercebida pelo ouvido e o que fica é apenas o que os olhos conseguem captar.

Faça valer seu direito

Num país de tantos impostos, leis e regras, o mínimo que podemos exigir são nossos direitos, principalmente o de ir e vir, enquanto ainda o temos, pois sabe-se lá o que nos reserva no futuro. Hoje, algumas pessoas já pensam que seus direitos suplantam os dos outros e assim a sociedade caminha criando pessoas autoritárias por causa da ausência de atitude de outras que aceitam que seus direitos sejam cerceados.

Aproveito o tópico para realatar um fato que meu direito foi cerceado e minha razão foi literalmente marretada, pois na rua em que minha mãe mora, um vizinho impedia que carros fossem estacionados defronte à casa dele, mesmo sendo um trecho de guia não rebaixada. Pois bem, como eu sou um cidadão com direitos, estacionava meu carro mesmo contra gosto do vizinho, e num dia da última semana de fevereiro, o mesmo resolveu engrossar e chamou a polícia por causa de meu veículo defronte à residência dele, e em discussão, minha cunhada resolveu tomar minhas dores em minha ausência no momento do fato e todos foram parar na delegacia.

Em virtude de não aceitar o fato de que o direito dele termina quando começa o de todo cidadão, o vizinho preferiu endurecer e resolveu por conta própria rebaixar a guia para que assim se achasse no direito de ninguém estacionar na sua porta. Pra isso, ele deliberadamente meteu a marreta na guia destruindo algo que não era dele, e sim da prefeitura e nosso, pago com nossos impostos.

Para quem não sabe, existe um canal no site da prefeitura (http://sac.prefeitura.sp.gov.br/default.asp), onde você encaminhar solicitações, reclamações, denúncias, etc... para as subprefeituras, e onde por diversas vezes tive meus problemas atendidos de iluminação de rua e buracos nas vias. Tendo em vista este desaforo do vizinho e a facilidade deste canal, claro que eu não poderia deixar que meu direito fosse cerceado e que o individualismo prevalecesse.

À você, seguidor do meu blog ou apenas um leitor eventual. Deixo-lhe a sugestão de não abrir mão de seus direitos, pois hoje existem canais simples e meios rápidos para conseguir exercê-los. Não deixe que pessoas como esse meu vizinho pense que está acima de todos. Como o seu direito termina quando começa o do outro, respeite e seja respeitado.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Formigueiro não! Pessoas voltando pra casa

Olhando para esta foto que mais parece um formigueiro, tente calcular quantas composições do Metrô um cidadão tem que esperar para que ele consiga entrar num dos vagões que certamente já não cabe mais ninguém. Esse é o nosso Metrô de São Paulo, estação Praça da Sé, horário de pico das 17 horas, sentido zona leste, uma das mais povoadas da cidade. Atente-se ao fato que temos um dos melhores serviços do mundo, com trens novos, estações sinalizadas e limpas, mas com uma população em movimento, além do que a cidade comporta para o horário, seja para os meios de transporte, ruas, avenidas, serviços de ônibus e trens.

Trafegar por São Paulo hoje é praticamente um exercício de paciência, físico e mental, pois vários fatores contribuem para que um trabalhador chegue em seu trabalho estressado e retorne para casa com o cansaço somado ao estresse. Tudo isso tendo como fator determinante, o fato de que a grande maioria da população vai dos bairros para o centro para trabalhar, sendo que pouca gente trafega no contra-fluxo nestes horários.

Pois bem, por este motivo devemos analisar os seguintes fatores: As indústrias estão fugindo de São Paulo por causa dos incentivos fiscais oferecidos pelas cidades do interior e até de outros estados, pois elas podem se estabelecer longe da capital e continuar com seus negócios aqui, portanto, vamos parar de ver as coisas e passar a enxergá-las. A cidade precisa de empregos nos bairros para diminuir o fluxo de trabalhadores para o centro, e isso somente acontecerá na capital, com a abertura de comércios e serviços nos bairros mais longínquos. E que tal Itaquera? Um bairro próximo ao Metrô, inúmeras linhas de ônibus e estação de trem.

Que se parem de pensar futebolísticamente e se comece a pensar como cidadão de São Paulo. O dinheiro público não está sendo oferecido em forma de incentivos fiscais para que se construa o estádio de um time, está sendo para o desenvolvimento da região leste. Incentivos fiscais são dados também para indústrias. Então, que se comece a enxergar os benefícios que o estádio do Corinthians vai trazer a toda cidade desenvolvendo a zona leste para o comércio e serviços. Talvez a médio prazo, mas com certeza virão, e antes de melhorar, vai piorar. Os trabalhadores que passam por isso, ainda terão que ter um pouquinho de paciência.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Lembranças em contador de histórias

O filme "Contador de histórias", uma filmagem sobre a vida do mineiro Roberto Carlos Ramos, que relata fatos de sua infância difícil em meados dos anos 70 e 80, quando foi interno da FEBEM mineira e de onde fuigu mais de uma centena de vezes, é certamente uma volta ao meu passado e a minha infância descalça de brincadeiras de rua. No filme, recordei dos móveis que meus pais tinham em casa, a estante de cerejeira e até mesmo o gravador de fita cassete. Também lembrei das roupas horrorosamente coloridas, das calças de boca larga, das brincadeiras com pião, bola de gude, e enfim, de muitas coisas que hoje deixam saudade.

Na foto que faz parte do filme, a criança de Roberto Carlos Ramos é levada a praia, e que me fez recordar os tempos de Vila Caiçara, quando ainda haviam árvores da mata Atlântica na beira das praias do litoral sul de São Paulo. Hoje em dia só se encontra esse cenário em algumas dos litoral norte, mas que mesmo nesta situação não nos remete aos tempos de outrora, pois elas já tem os sinais da atualidade.

O filme é muito interessante, e nos mostra que podemos acreditar que com a atenção devida, pessoas podem mudar. Esses exemplos podem ser vistos também com o esforço de ONG's como Afroreggae e muitas outras realmente interessadas em melhorar indivíduos e recolocá-los dignamente na sociedade. Roberto Carlos Ramos, quando ex-interno, foi acolhido por uma pedagoga francesa que lhe deu atenção, carinho e educação. Hoje, formado em pedagogia, ele é um, entre os 10 melhores contadores de história do mundo. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Encenação de arrepiar

Todos álcool da mesma cana

O título acima é apenas um trocadilho da frase "Todos farinha do mesmo saco" que indica que todos são iguais. Perante a nova lei seca nós somos. São assassinos de veículo armado, aqueles que enchem a cara durante festas e baladas, assim como o cidadão trabalhador que toma sua cervejinha ao chegar em casa, mas que por um imprevisto tenha que pegar seu carro e seja pego numa blitz da lei seca, ou seja, se você tomou uma ou vinte, vai preso!

A lei anterior estipulava uma pequena tolerância ao nível de álcool constatado no bafômetro, que ficava dentro de até duas cervejas, mas agora essa tolerância acabou, e seja você um alcólatra, um baladeiro beberrão, um bebedor social, um apreciador de fim de noite regado a um drink, você é álcool da mesma cana. O que as autoridades não entendem é que aquele que mata alcolizado ao volante, não está nem um pouco respeitando a lei. Para constatar essa afirmação, basta sentar num bar, choperia ou passar algumas horas na balada, que serão vistas as garrafinhas e copos na mão de pessoas que sairão com seus carros sem nenhuma preocupação.

É o cidadão comum que está preocupado com a blitz, porque se for levado para a delegacia, penará para arrumar um bom advogado e pagar sua fiança. O verdadeiro responsável pelo aumento dos acidentes causados por embriaguez, são aqueles com seus carrões possantes, com grana na conta corrente e que passam a noite bebendo, certos da impunidade porque terão como custear sua liberdade, ou então aqueles que certamente já são dependentes do álcool e não sabem.

Pessoas que estavam dentro da tolerância anterior, não causarão acidentes que não causariam mesmo que não tivessem bebido, pois apenas uma cerveja não causa efeito nenhum, mas as autoridades tem que mostrar algum serviço para a sociedade, e ao invés de punir os irresponsáveis, pune os responsáveis. Aos poucos estamos perdendo o direito de ir e vir por causa da dita cuja impunidade.